- ISBN: 9788598078175
- Editora: Intrinseca
- Ano: 2010
- Páginas: 478
- Classificação: 4.5
Para inaugurar as resenhas do blog com chave de ouro:
''Eu não carrego gadanha nem foice. Só uso um manto preto com capuz quando faz frio. E não tenho aquelas feições de caveira que vocês parecem gostar de me atribuir à distância. Quer saber minha verdadeira aparência? Eu ajudo. Procure um espelho enquanto eu continuo...''
E foi com essa frase que a morte passou a me ganhar. Confesso que ler este livro fez com que eu mudasse minha percepção sobre ela, a morte, o face feminina da escuridão, o lado poético da vida. Sim, a morte é romântica.
A menina que roubava livros, do australiano Markus Zusak, é uma história que se passa na Alemanha nazista, onde ainda podemos ver crianças jogando bola em meio a um caos de uma guerra desumana, medíocre e muitas vezes revoltando.
A morte conta a história de uma garotinha, que incrivelmente conseguiu tapeá-la por três vezes. Liesel a viu de perto e estava presente quando levou seu irmão, quando levou também um amigo, que ela só veio a perceber no final, que ele era mais do que isso. Era o seu amor.
Hoje, enquanto eu escrevia esta resenha, não hesitei em dizer ''eu te amo'', às pessoas queridas, porque eu não fazer como a pequena da história, que deixou para dizer palavras tão belas depois que o corpo do rapazinho jazia frio nas ruas de Molching.
Essa foi uma das mensagens que esse livro me passou. Além de voltar ao passado de Hitler e tentar entender as razões que o levaram aquela chacina absurda.
Aliás, parafraseando minha amiga morte: Os seres humanos me assombram.
OBS: Eu estou atrasada no ano de lançamento dos livros, porque eu só criei coragem para criar este blog agora.
